Dieta restrita, adaptações fisiológicas e reganho de peso

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

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TEXTO 1:

Todo mundo sabe que para perder peso/gordura basta reduzir as calorias da dieta e/ou aumentar o gasto energético através da atividade física. No entanto, a quantidade de peso perdida pode variar muito de pessoa para pessoa, pois fatores genéticos influenciam na resposta do indivíduo a dieta e ao exercício. Além disso, muitos indivíduos com histórico de ciclos de de perda e reganho de peso (efeito sanfona) afirmam ter mais dificuldade de perder peso/gordura do que tinham no passado. A perda de peso tira o nosso corpo do estado estacionário (set point) e essas mudanças ativam respostas biológicas que tendem a favorecer a recuperação do peso perdido. Entre essas respostas biológicas estão o aumento da fome e a redução da taxa metabólica além do seria esperado pela redução do peso (termogênese adaptativa). A maioria dos indivíduos que tenta perder peso fracassa, pois ignora completamente as adaptações fisiológicas que ocorrem no processo de emagrecimento. Ao contrário do que muita gente pensa, o segredo para o sucesso no emagrecimento não está dietas milagrosas que prometem alterar o metabolismo drasticamente, e sim na mudança comportamental e na mudança do estilo de vida.

TEXTO 2:

Dietas restritivas e extremistas não reconhecem que nosso organismo luta contra o processo de perda de peso/gordura, através de respostas fisiológicas que dificultam a manutenção de qualquer programa de dieta no longo prazo, através do aumento da fome e redução do metabolismo. Parece óbvio que ganhar peso é muito mais fácil que perder peso e também que algumas pessoas têm uma tendência maior a acumular gordura que outras. Perder peso não é simplesmente o inverso de ganhar peso quando olhamos para as adaptações sofridas pelo nosso metabolismo. Pode ser semelhante quando olhamos apenas para as calorias consumidas, mas não para a forma como o corpo responde ao consumo dessas calorias. Ou seja, armazenamos energia com mais facilidade do que nos livramos do excesso de energia armazenada (gordura).

“Enquanto a influência homeostática sobre o peso corporal desempenha um papel mais sutil e permissivo no desenvolvimento da obesidade, pressões biológicas surgem após a perda de peso para conferir uma influência mais proeminente no processo de recuperação de peso. É a dieta e o desvio do peso “estado estacionário” que desperta o sistema de defesa do corpo. A resposta biológica é persistente, saturada de redundâncias e bem focada no objetivo de restaurar as reservas de energia esgotadas do corpo. Qualquer estratégia de perda de peso que não reconheça e planeje essa influência metabólica emergente provavelmente terá pouco sucesso em facilitar a redução de peso a longo prazo.”



Biology's response to dieting: the impetus for weight regain, 2011.

abraços, Dudu Haluch

abraços, Dudu Haluch




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