EXCESSO DE PROTEÍNA VIRA O QUE?

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Provavelmente você já ouviu várias respostas diferentes para essa pergunta. Respostas simplificadas do tipo, proteína em excesso vira gordura, ou então, massa muscular. Alguns ainda vão dizer q o excesso de proteína vira glicose (gliconeogênese).

Na verdade, o destino das proteínas, após serem degradadas em aminoácidos no estômago e no intestino delgado, vai depender do estado energético e metabólico do nosso organismo. O déficit energético e a redução de carboidratos da dieta favorece a degradação de proteínas, principalmente do músculo. Nessa situação o corpo pode usar as proteínas da dieta (como também do músculo) como fonte de energia (ATP) ou glicose (gliconeogênese) e corpos cetônicos. Os corpos cetônicos são preferencialmente formados pelo excesso de acetil-coA (intermediário comum do metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas) da degradação das reservas de gordura e são usados como fonte de energia pelos tecidos extra hepáticos (músculo, coração), incluindo o cérebro. Embora alguns aminoácidos também possam formar corpos cetônicos em dietas low carb, após a remoção do seu grupo amino (nitrogênio) os aminoácidos são convertidos preferencialmente em glicose (no fígado) nessa situação (gliconeogênese).

Já em uma situação de superávit calórico, com bom aporte de carboidratos, o excesso de proteínas pode virar gordura ou ser usado como fonte de energia. Excesso de proteína na dieta (acima de 1,5-2,0 g/kg) dificilmente gera hipertrofia muscular, pois é necessário estímulo do treinamento (musculação) e um ambiente hormonal favorável (testosterona, GH, insulina). De qualquer forma, dificilmente proteína vira gordura, pois essa via não é favorecida bioquimicamente. Nesse tipo de situação o corpo prefere usar carboidratos e proteínas como fonte de energia, reduzindo a queima de gordura e favorecendo seu armazenamento. Os carboidratos também são convertidos em ácidos graxos com muito mais facilidade que as proteínas, num processo conhecido como lipogênese.



O excesso de proteínas na dieta tem um custo energético maior (20-30%) para o organismo do que os carboidratos (5-10%) e lipídeos (0-5%). O corpo sintetiza e degrada proteínas o tempo todo (turnover de proteínas) e o balanço energético é determinante para decidir como o corpo irá usar as proteínas.

Dudu Haluch




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