GANHO DE MASSA MUSCULAR EM DÉFICIT CALÓRICO

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É POSSÍVEL GANHAR MASSA MUSCULAR EM DÉFICIT CALÓRICO, embora seja mais difícil. Não há violação do princípio de conservação de energia aqui, pois o ganho de tecido magro (músculo) é conseguido apenas às custas da energia fornecida pelo catabolismo do tecido adiposo (reserva energética). Também é necessário uma sinalização para aumentar a síntese proteica muscular, como o treino de musculação, ou uso de hormônios anabólicos (esteroides anabolizantes).

Construir tecido muscular envolve um custo energético grande para o organismo e obviamente não é uma prioridade em uma situação de déficit energético (restrição calórica). Em déficit calórico o organismo prioriza sintetizar proteínas mais essenciais para o seu funcionamento, como enzimas que regulam o metabolismo energético, proteínas transportadoras (albumina), proteínas do sistema imune, hormônios etc. A proteína muscular na verdade é catabolizada principalmente para fornecer aminoácidos para a gliconeogênese (síntese de glicose no fígado), já que em déficit calórico os estoques de glicogênio hepático esgotam mais rapidamente e alguns tecidos dependem constantemente de glicose (cérebro e as hemácias).

O treino de musculação estimula a síntese proteica muscular e isso pode reduzir o catabolismo de proteínas ou até mesmo deixar o organismo em balanço nitrogenado positivo (síntese proteica > degradação proteica). Claro que isso dificilmente será possível com um grande déficit energético e em indivíduos com muita massa muscular (maior demanda de proteínas). Também é necessário aumentar a ingestão de proteínas pela dieta, já que o déficit calórico aumenta a degradação proteica muscular.



Os processos anabólicos que ocorrem em situação de déficit energético, como gliconeogênese e síntese proteica, utilizam obrigatoriamente a energia proveniente da queima de gordura corporal, nossa reserva de energia. Se o indivíduo tem muita massa muscular será muito difícil ganhar massa muscular em déficit calórico sem uso de hormônios anabólicos (esteroides anabolizantes), pois é mais difícil ficar em balanço nitrogenado positivo quando está mais próximo do potencial genético muscular máximo e também pelo aumento da sinalização que estimula degradação proteica muscular.

Dudu Haluch




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