HORMÔNIOS E METABOLISMO NAS MULHERES (DUDU)

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Os estrogênios (estradiol, estrona, estriol) e a progesterona são os principais hormônios responsáveis por diferenciar as mulheres dos homens, sendo o estradiol o estrogênio de maior potência biológica. O estrogênio é responsável pela textura da pele feminina e pela distribuição de gordura, que nas mulheres costuma ser maior nas coxas, no quadril e nos seios. Sua falta causa a diminuição do brilho da pele e uma redistribuição de gordura corporal para partes caracteristicamente mais masculinas, ou seja, na barriga [1].

Sabemos que a testosterona é o principal hormônio anabólico, e nas mulheres esse hormônio é produzido pelas glândulas supra-renais e ovários, porém em menores quantidades 0,25 a 1mg/dia, uma quantidade cerca de 10 a 20x menor que nos homens. Essa é a principal razão da dificuldade das mulheres em ganhar massa muscular, portanto o medo de algumas mulheres de ficar grande com o treinamento de força é totalmente infundado sem o uso de esteroides androgênicos [2].

Já a produção de hormônio do crescimento (GH) e IGF-1 é semelhante entre homens e mulheres, assim como a resposta desses hormônios ao treinamento de força é similar entre os gêneros [3]. Nos adultos, com idade entre 30 a 50 anos, a produção endógena de GH é de aproximadamente 0,2 mg/dia (0,6UI) em mulheres e 0,1 mg/dia (0,3UI) em homens (BUZZINI, et al, 2007) [2].



Desde que as mulheres têm uma maior prevalência de obesidade em comparação com os homens, a questão é saber se as mulheres têm menor taxa metabólica do que os homens após o ajuste para diferenças de peso e composição corporal. Gasto energético de 24h (24EE), taxa metabólica basal (TMB) e taxa metabólica dormindo (SMR) foram medidos em uma câmara respiratória em 235 indivíduos saudáveis caucasianos não-diabéticos (114 homens, 121 mulheres). O estudo mostrou que 24EE de sedentários é cerca de 5-10% mais baixa nas mulheres em comparação com os homens após o ajuste para diferenças na composição corporal, idade e atividade [4].

Por outro lado estudos mostraram que as mulheres possuem uma proporção de gasto energético dos lipídios (gorduras) relativamente maior que a dos homens durante o exercício. No entanto, mulheres têm maior dificuldade para atingir o objetivo de perda de peso em resposta aos exercícios. Henderson et al. (2007) verificaram que a taxa de lipólise (queima de gordura) foi significativamente elevada durante o período de recuperação nos homens, mas não nas mulheres, bem como a mobilização de ácidos graxos esteve aumentada em maior extensão nos homens do que nas mulheres. Os homens mantêm maior oxidação lipídica do que as mulheres, mesmo após o consumo de refeições e uma noite de sono [5].

Com uma produção muito menor de testosterona, principal hormônio anabólico, uma menor taxa metabólica e de oxidação de gorduras, fica claro a dificuldade das mulheres de conseguir resultados tão bons quanto dos homens. É por isso que o treino de força é fundamental para desenvolver o corpo da mulher, estimulando os hormônios anabólicos (testosterona, GH, IGF-1), aumentando à sensibilidade à insulina, assim como uma estratégia eficiente de dieta e exercícios aeróbicos que vão ajudar no aumento da taxa metabólica e na queima de gordura. Acredito que esse texto não tem grandes novidades, mas ajuda a entender as diferenças entre homens e mulheres e também as dificuldades que as mulheres tem para atingir o corpo desejado.



abraços, DUDU HALUCH

[1] FISIOLOGIA HUMANA, Vander, 12ª edição.
ENDOCRINOLOGIA BÁSICA E CLÍNICA, DE GREENSPAN, 9ª edição.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrog%C3%AAnio

[2] https://duduhaluch.com.br/producao-natural-e-limite…/

[3] Fundamentos do Treinamento de Força Muscular, Fleck & Kraemer, 3ª edição.

[4] Lower sedentary metabolic rate in women compared with men.
R Ferraro, S Lillioja, A M Fontvieille, R Rising, C Bogardus, and E Ravussin (1992).
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC329930/

[5] Exercício, emagrecimento e intensidade do treinamento, Aspectos fisiológicos e metodológicos; Carnevali Jr., Lima, Zanuto & Lorenzeti, 2ª edição.
– Gender differences in substrate for endurance exercise.
Tarnopolsky LJ, MacDougall JD, Atkinson SA, Tarnopolsky MA, Sutton JR (1990).
– Energy metabolism and regulatory hormones in women and men during endurance exercise.
Friedmann B, Kindermann W (1989).
– Lipolysis and fatty acid metabolism in men and women during the postexercise recovery period
Gregory C Henderson, Jill A Fattor, […], and George A Brooks (2007).




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