12
jun
2013
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ESTEROIDES ORAIS e MEIA-VIDA

Muitos usuários acreditam que as drogas orais, que em geral possuem meia-vidas curtas de apenas algumas horas devem ser usadas sempre dentro do intervalo de uma meia-vida da droga, sendo assim se você usar dianabol (com meia-vida de ~4-6 horas), sua administração deveria ser feita sempre a cada 4-6 horas ou menos. Na verdade não tem nada errado com isso, muito pelo contrário, mas existem outras formas eficientes de usar a droga e manter níveis aproximadamente estáveis respeitando a meia-vida, e sem ficar com a neura de acordar no meio da noite para tomar seu precioso.

Mas antes de explicar essas outras formas quero deixar claro o conceito de meia-vida das drogas. . A meia vida de um esteroide é o intervalo de tempo necessário para que metade da droga seja metabolizada. Quando uma droga tem uma meia vida de 12 horas, significa que depois desse tempo sua concentração em nosso sistema cai pela metade, mas a droga continua lá em atividade.

Sendo assim, se você usa 10mg de dianabol, depois de 4-6 horas terá apenas 5mg de d-bol, mas você adicionando mais 10mg após essas 4-6 horas, então terá 15mg no total, e após mais 4-6 horas serão (7,5mg + 10mg) = 17,5mg, depois de mais 4-6 horas 18,25mg total, e assim por diante. Agora se você usar uma dose maior sem respeitar a meia-vida, não terá muita diferença se você também usar uma dose maior em cada administração. Então se você usa o dobro da dose num intervalo dobrado da meia-vida (20mg a cada 8-12 horas), não terá muita diferença em eficiência, uma vez que você começa com uma dose maior e após 4-6 horas vai ter 10mg (no primeiro caso são 15mg, mas você começou com 10mg), e após mais 4-6 horas você terá 5mg, mas agora você adiciona mais 20mg (a cada 8-12 horas), então serão 25mg totais (enquanto no primeiro caso teria 17,5mg), mas após 4-6 horas serão apenas 12,5mg (no caso 1 seriam 18,25mg). Mesmo que essa confusão não fique clara na sua cabeça, só quero concluir que você não precisa usar a droga oral necessariamente dentro de sua meia-vida, mas você tem que ter intervalos regulares e também usar doses maiores se aumentar o intervalo de administração. Então não tem muita diferença usar 60mg de dianabol em 6 doses diárias de 10mg a cada 4 horas ou usando 3 doses de 20mg a cada 8 horas. Os níveis no sangue ficam aproximadamente os mesmos durante o dia nos dois casos (no segundo caso você tem oscilações um pouco maiores, mas não acredito que nosso corpo sinta essas alterações de forma significativa).

MEIA-VIDA DOS ESTEROIDES ORAIS:
Hemogenin: de 8 a 9 horas
Oxandrolona: 9 horas
Dianabol: de 4.5 a 6 horas
Metiltestosterona: 6-8 horas
Stanozolol oral ou a forma injetável administrada oralmente: 9 horas
Turinabol: 16 horas
Halotestin: 9.2 a 9.5 horas
Proviron: 12-13 horas
Primobolan acetato oral: 2-3 horas

abraços, DUDU HALUCH

 

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5 Responses

    1. Cagliostro

      Cacetada, lê direito homi… o injetável tem meia vida de 24 horas, então não precisa ser dia sim dia não. Veja exemplo: tomou segunda feira 1 ml (supondo como exemplo que aí tenha 100 mg) às 13h. No dia seguinte às 13 horas vc ainda terá 50mg. Na quarta feira terá 25 mg. Na quinta feira terá 12,5mg. Na sexta feira terá 6,25, etc. Veja, não precisa ser necessariamente dsdn, a não ser que queira manter nível estável, o que não é necessário.

  1. Bernardo

    É diferente sim. Ao tomar o dobro da dose num intervalo também dobrado de tempo você provavelmente mudará toda a farmacocinética da droga. Ela atingirá um pico de concentração mais alto. Isso significa que haverá uma chance maior de atingir a dose tóxica. E isso significa muito mais efeitos colaterais. A metabolização também se dará de forma mais rápida, o que na prática significa que há uma chance maior de a droga atingir níveis baixos demais no sangue antes da próxima administração, de forma que você poderá passar algum tempo sem que ela esteja fazendo efeito, por estar abaixo da dose terapêutica (ainda que haja alguma concentração). Para resumir, o objetivo é sempre se manter dentro do que chamamos de janela terapêutica – acima da dose mínima e abaixo da dose tóxica – e para isso o mais indicado é quase sempre respeitar o tempo de meia-vida e fazer administrações no intervalo ao qual ela corresponde. Há situações específicas em que não respeitar esse tempo de meia-vida pode ser vantajoso, como quando você pretende deixar um pequeno intervalo entre as doses para que o organismo possa se recuperar e voltar a ter estímulo para produção endógena, ou quando você suspeita de “fechamento de receptores” (downregulation) e decide dar doses mais fortes de uma única vez para voltar a ter resultados. No entanto, essas são situações muito específicas e não se pode atestar a eficácia desse tipo de estratégia e nem por quanto tempo ela seria útil.

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